Indignados

Vai o texto na íntegra, por Adriana Buzzacchi, grande figura do Facebook. Lá embaixo tem o link dela. Quer sugerir, criticar? Vai na boa! E os comentários estão abertos! ;)

Agora são várias cidades ao redor do mundo onde estão acontecendo acampamentos. Protesto generalizado, crises horrorosas, gente enlouquecida quebrando e lutando, pedindo por ar, pedindo por mudança, pedindo oportunidade, pedindo justiça. Gente enriquecendo sem escrúpulos e gente empobrecendo sem dignidade. Valores invertidos. Não dá mais.Indignados, Anonymous, Caras Pintadas, Zeitgeists e vários outros movimentos e ideias acontecendo. Parece que o ser humano não aguenta mais o lado podre da própria espécie, e já não era sem tempo. A casa onde moramos, que amavelmente chamamos de “Terra” não vai nos aguentar por muito tempo com o ritmo atual. Agimos como vírus, nos espalhando e destruindo sem controle.

Simpatizei-me com a ideia dos Anonymous, não escondo isso. A proposta é a de mudança de comportamento, de estudo, de coletivismo (nada a ver com socialismo), de ordem. Gostei, apoio. Tenho ido na Acampada Rio, onde vários estão lá pela mesma ideia. Mas poderia ter me juntado a outros também, sem problemas.

Tenho ido ao acampamento e, verdade, tem gente ali indignada e protestando mas não tem nem ideia do porquê. Só está p*** e protestando. Tem quem esteja lá especificamente contra a corrupção, contra o sistema (mais do que provado como falho e suicida), contra o capitalismo selvagem, contra…enfim, o que puderem.

Mas acredito que as pessoas ainda não perceberam que não é uma meia dúzia de pessoas que deixou a situação como está. Não é em 1% da população que devem colocar toda a culpa. Claro, eles são os estrategistas do grande jogo, mas estamos esquecendo de nós mesmos. Os 99%. Estamos indignados contra a corrupção da própria humanidade. É incrível há quantos milhares o HomoSapiens existe e ainda não pôde aprender a lidar no planeta onde habita. Somos corruptos, maus, omissos, injustos, hipócritas.

Falamos de religião como se deitar a cabeça no travesseiro e se arrepender dos pecados do dia nos absolvesse dos pecados que continuaremos a praticar no dia seguinte. Hipocritamente falamos de amor ao próximo mas criamos pré-conceitos (sim, pré-conceitos, pois temos a péssima mania de generalizar) contra classe social, credo, cor e sexo. Todos, ricos e pobres, negros e brancos e amarelos, homens e mulheres, religiosos e ateus (e pessoas que acreditam em algo, mas não possuem religião), vivemos numa competição constante e num preconceito constante. Um tem que ganhar e o outro tem que perder. Mas quem está perdendo somos todos.

Por que pagamos propina para não levar multa ou comprar a carteira, levamos avós no banco para furar fila, desrespeitamos as leis de trânsito e de onde habitamos, fazemos coisas absurdamente inconsequentes, usamos drogas, nos alienamos ao que acontece, matamos tempo no trabalho e damos jeito de conseguir bônus e horas-extras, maltratamos animais e outras pessoas moral ou fisicamente inferiores, torcemos para que bandido morra mostrando total falta de humanidade, mentimos, damos o nosso “jeitinho” de se aproveitar da situação não se importando que outros possam se prejudicar? Desculpas e mais desculpas serão respondidas. Nenhuma delas justifica. Nenhuma.

É um absurdo. Eu fico indignada. E vários outros também, pelo visto. Não consigo ser 100% correta, sou falha e admito. Mas não sou fraca.

Uma escola que estudei quando pequena tinha o lema “O melhor ensino é o exemplo” e não há palavras mais sábias. Eu luto todo dia, às vezes em passeatas e acampamentos, verdade. Mas isso é o de menos, essas lutas são pequenas no tempo que temos de vida. Minha luta é ser o exemplo. Ser o mais correta que puder. Errar e corrigir e não errar de novo, nunca mais. Cair e levantar. Passar a mensagem através de ações, mostrando como se faz. Sendo boa filha, boa amiga, boa irmã, futuramente boa mãe e boa esposa. Boa pessoa. Bom humano. Eu quero mostrar que é possível, que há a possibilidade de mudanças, mas ela tem que partir dos mundos individuais  das pessoas. De baixo para cima, ao invés de esperar um milagre de cima para baixo.

O mais assustador é a inércia do povo. A grande maioria só trabalha para ter o que comer em casa, pois se pudessem, ficariam à toa. A prova? Passem na frente de qualquer lotérica. Olhem o tamanho da fila. Estão ali, não para melhorarem de vida e tentarem melhorar a vida dos outros, estão buscando um jeito de ficarem de boa e tirarem férias permanentes, dando mais peso para o resto. Sonho de comprar o que sempre quis, ter o que sempre quis, gastar o que sempre quis, aparecer como sempre quis (sem ter nenhum mérito para serem destaque). Pergunte o que querem fazer da vida e vão responder “algo que dê dinheiro”. Se pudessem estariam no lugar dos políticos que estão roubando.

Acho lindo a ideia de sociedade Zeitgeist e bastante evoluída, mas atualmente é inviável, não por causa das corporações e governos, mas por causa do próprio povo. A maioria pararia de trabalhar e de ajudar no ato em que tiverem como viver sem precisarem se esforçar.

Os nossos representantes são exatamente isso: nossos representantes. Fazem exatamente o que fazemos. Se somos uma sociedade desviada, nossos representantes e influentes também serão. Claro, de onde eles aprendem a serem assim? Do nada é que não é. São educados assim pela possibilidade e pelo “todo mundo faz”. E nós nos omitimos, reclamamos que está ruim e não fazemos absolutamente NADA. É revoltante! Temos que protestar e falar que estamos vendo eles fazerem errado, mas temos que fazer o certo também! De nada adianta, se a sociedade não mudar primeiro, nada vai mudar. Nada. Podem ir e vir empresários, banqueiros e políticos, mas nada vai mudar.

Mas cansamos. Eu cansei. Não de tentar fazer o certo, claro que não, mas cansei de estar sozinha nessa luta silenciosa, mas eficaz.

Copiem exemplos. Sejam exemplos. Corrijam o errado, aonde estiver. Sejam bons trabalhadores, bons empregadores, bons pais e boas mães, sejam bons com o próprio corpo, sejam bons com estranhos, sejam bons amigos. Se pudermos mudar o nosso mundo, então já estamos fazendo mais do que o planeta pode agradecer.

http://www.facebook.com/profile.php?id=100000693207782

Nota | Publicado em por | Deixe um comentário

Um Passo Maior que a Perna

O Brasil ainda não está pronto para manifestações.
É preciso muito educar e conscientizar ainda.
Precisamos dar um passo para trás para podermos ir para frente.
O Brasil não tem carga cultural, educacional ou histórico pra encabeçar a revolução.
Muito partido político envolvido tentando colher os louros anonymous.
Muitas mentes fracas participando, falando e agindo como donos da razão.
Falta muito o que educar antes de chegarmos nas manifestações.
O que estamos fazendo é manter um vicio chamado “manifestação”.
Falamos, falamos, falamos, fazemos, fazemos, fazemos, reunimos, reunimos, reunimos
pra conseguir levar 5 mil pra paulista e nada mais. NADA MAIS. Pois apenas alguns de nós continuam a lutar por mudanças. Os 5 mil do dia 07/09 sumiram.
Nos EUA fizeram uns 3 flyers na internet, um site, meia dúzia de palavras no what is the plan e hj sao qse 40 mil tomando wall street há mais de 1 mês;
Por quê?
Por que nos EUA há uma recessão.
Na Espanha foram mais de 100mil acampados na praça da paz.
Por quê?
Por que na Espanha há uma recessão.
No Brasil existe uma manifestação massiva do povo? Não!
Por quê?
Por que no Brasil não há recessão.
Pelo contrário… somos um país emergente e isso deixa nossa economia super aquecida,
onde tem emprego, bolsa esmola e iphone pra todo mundo. Brasil tem SÓ 500 anos de história. Fundado por bandidos e prostitutas e um povo preguiçoso q aprendeu a viver do jeitinho “brasileiro”.
“Rouba mas faz” é nosso lema.
Gasolina a 3 reais/litro, ônibus a 3reais/passagem, corrupção do bar da esquina aos ossos do Sarney… mas nosso lema é “Sou brasileiro e não desisto nunca.” Como desistir de algo pelo qual nem se luta? Então, qual o meu pensamento?
DAR UM PASSO PARA TRÁS.
Ficar na conscientização ainda. Por que a revolução vai eclodir, mas ela não vai eclodir no Brasil. Vai eclodir lá fora, ou nos EUA (mais difícil) ou na Europa. E em um desses países a solução irá aparecer. Então acontecerá igual a primavera árabe:
Control-C + control-V. Como sempre foi. Não adianta, Brasileiro vive de esmola, não de direitos. A diferença é que aqui no Brasil só podemos deixar o terreno preparado
pra quando a revolução de fato acontecer, nós,. Anonymous, apartidários, apolíticos, unidos pela causa nobre e de direitos de todos. liderarmos a mudança pra aqui. Encabeçar a mudança não vai rolar aqui, igual no chile, espanha, grecia e eua.
Por enquanto aqui é educar, educar, educar, conscientizar, conscientizar, conscientizar.
Até que o brasileiro tenha auto-suficiência de não falar sem propriedade sobre que diz, não levantar bandeira de partidos achando que a mudança é o próprio mal. Aqui seremos a educação e a paciência, pois vivemos “economia aquecida”. Não há razão de luta aqui, o que tem de errado já faz parte da cultura do povo:
“Roubaram meu celular!”
“Ah, normal. roubaram o meu ontem também.” *Troféu joinha nacional*
Estamos acostumados a viver de tapa na cara; de não lutar. Temos vergonha de exigir direitos. É ridículo ir pras ruas pedir coisas essenciais como segurança, saúde e educação. Só idiota faz isso. Política da Trollagem.
Então a educação e conscientização deverão ser nosso foco e não manifestação.
Devemos continuar com as operações do início. Não estamos prontos para este passo ainda. Precisamos fazer a escola funcionar antes de levar o povo às ruas.
Zombie day, onslaught, doação de sangue, livros, megafones na paulista, máscaras na rua, faculdades, debates, projetos xcom aqueles que AINDA não aprticipam. Ainda tem medo, vergonha, falta de informação. Manifestações, acampadas, passeatas ainda não são nosso caminho. Informação antes de manifestação. Conscientização antes de luta. Educação antes de ação. Demos um passo maior que a perna… virou bagunça.

Publicado em Sem categoria | 16 Comentários

Nas Águas da Liberdade

Outro dia, passei um pouco da minha idéia sobre liberdade
aqui: http://anonymousrio.blogspot.com/2011/09/essa-tal-liberdade_18.html
e havia deixado prometido que voltaria a falar sobre isso quando possível. Na
minha opinião, conforme o próprio post citado, Liberdade é um estado de
espírito. Assim como amor, ódio, inveja. O movimento de liberdade é motivado
por uma situação específica onde você se vê livre em um determinado aspecto.

Existe a liberdade “completa”? Onde nos vemos livres em
todos os aspectos.

- Deve existir. Porém, ao invés de uma motivação específica,
precisaríamos de um mesmo patamar em uma situação 360 graus. Onde em todos os
sentidos pudessemos ter plenitude de pensamento, raciocinio e ação. Tanto
individualmente, quanto no coletivo. No seio familiar, no seu trabalho, nos
círculos sociais, etc.

Podemos andar pelas nossas ruas livremente? Isso nos passa a
condição de livre?

- Nossa vida em sociedade é completamente contrária a idéia
de liberdade como um todo. Analisemos:

Como citei anteriormente, o conceito de liberdade é
relativo. Posso me sentir livre numa situação, onde uma outra pessoa no mesmo
contexto não sentiria.

Direitos e liberdade caminham lado a lado. Ou seja, se meu
direito acaba quando começa o seu, minha liberdade acaba quando invade a sua.
Daí se conclui que os direitos dos cidadãos são constituídos plenamente, mas, a
liberdade plena parece estar mais distante.

Como buscar a liberdade coletiva? Como ser livres como um
todo?

- Não tem fórmula, nem receita de bolo. É uma condição muito
simples. O povo em sua totalidade precisa de inteligência.

Então, “automaticamente” se reduzirmos nossa taxa de evasão
escolar e analfabetismo a zero seremos livres?

Contribui. Uma formação escolar, com toda uma base
construída por profissionais capacitados ajuda muito. Mas, não é tudo.
Precisamos complementar essa formação “regrada” com o sentido crítico e uma
cultura questionadora.

Senso crítico é o que muito tem se falado hoje em dia,
principalmente no meio dos manifestantes. Virou um termo tão batido que preferi
trocar o termo, para algo que realmente tento exercitar. Um senso crítico é, na
minha opinião quando uma pessoa critica, construtiva ou destrutivamente uma
idéia, um planejamento, um projeto ou uma atitude em específico. O sentido
crítico é como uma bússola. Que norteia as boas práticas e sempre, em tudo,
julga honestamente o que vê como certo ou errado, sempre embasando e apurando
sua argumentação. O sentido crítico é como sua audição ou visão, não te
abandona. Isso dá uma idéia de que não somente sobre certas coisas atuaria
criticamente, mas, em tudo. Criando uma base sólida de conduta, harmonia, e
conhecimento práticos, sem uma segmentação de assunto.

A cultura questionadora é basicamente o mesmo conceito,
porém muito mais difícil. É a arte de disseminar a idéia do sentido crítico ao
coletivo. Transmitir a idéia de tal forma que o coletivo alcance e viva essa
realidade. Isso é importante. Levar somente o coletivo a alcançar não faz o
objetivo ser cumprido. As pessoas precisam viver isso, dentro de suas casas,
faculdades, trabalhos, filas. Pois essa atitude, mesmo sem nomenclaturas, sem
títulos, sem A ou B, vira o agente multiplicador, onde as pessoas que
alcançaram e vivem essas realidades somente são veículos.

Então a liberdade coletiva poderia ser alcançada se nosso
povo todo alcançasse e vivesse essa realidade?

- Na minha humilde opinião acho que seria o caminho mais
seguro e mais correto a seguir para se conquistar a liberdade. Mas, os três
contextos citados precisariam se completar. A formação acadêmica, inteligência,
o sentido crítico e a cultura questionadora agregam faculdades individuais e
coletivas que associam o povo em características comum. Levando-os a ver as
mesmas coisas, gerando um conhecimento, uma apuração maior entre a população
gerando uma reação em cadeia em nossas autoridades, nos permitindo viver nossos
objetivos enquanto nação, sociedade.

Como eu disse lá em cima, não tem receita de bolo. O
coletivo precisa começar pelo individual, por você e eu. Não existe necessidade
de manifesto, gritaria, transtorno. São três passos complicados  de serem dados (principalmente para um povo
como o nosso). Convido sociólogos e especialistas no assunto para uma conversa direta a respeito! :)

azek.br@live.com

Se todo mundo fizer sua parte. Dá pra fazer.

Vambora?

@AnonAzek

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Olá, mundo!

Hahahah! Parece clichê… Mas, é um “olá” muito animado e bem humorado! Embora nossa situação não inspire algo a respeito.

A idéia aqui é transmitir umas impressões – na grande maioria das vezes – pessoais a respeito de uma série de fatores, costumes e “modinhas” que mantém nosso país num eixo que não consegue se libertar.

Com o passar dos dias, vamos tentar conversar sobre fatores que podem levar a uma mudança de postura. Não minha, nem sua, mas dentro de um contexto mais coletivo, que nos permita ações mais pontuais, eficientes e criativas. Sempre mantendo uma postura ética e flexível.

Eu, sinceramente, não espero que você goste. Mas, espero que opine, para que possamos chegar a algum tipo de conclusão plausível aqui.

Pra você, boa noite!

Publicado em Sem categoria | 5 Comentários